Quem sou eu

Belo horizonte, Minas Gerais, Brazil
PESCADOR,naturalista,cozinheiro, esportista cruzeirense

quinta-feira, 4 de junho de 2009

dicas da pesca do surubim e cachara


































































Para ter sucesso na pescaria dessa espécie, é preciso conhecer muito bem seus hábitos e particularidades, que variam segundo as regiões onde habitam. Portanto, as técnicas e iscas também são diferenciadas.Nosso país possui 8,5 milhões de km2 e a maior bacia hidrográfica do mundo, Entre as diversas opções temos a bacia Amazônica, e do Paraguai , a do Prata e a do São Francisco. O Surubim é encontrado em todas elas e, devido a essa imensidão demográfica através da qual a família está distribuída, ela sofre mutações no formato de seu corpo e no dos desenhos em sua pele. As variações ocorrem especialmente no padrão das pintas e listras. Esse fator a torna uma família numerosa, com várias nomenclaturas científicas e regionalmente conhecida por diferentes nomes populares.
PINTADO E CACHARA
Sem sombra de dúvida, o surubim-pintado e o cachara são os peixes de couro mais procurados pelos pescadores que vão ao Pantanal, tanto pela sua força e valentia, como pelo excelente sabor de sua muito apreciada carne. O surubim é um peixe de hábitos noturnos. Nessas horas oculto pela escuridão ele pode se expor muito mais na caça aos peixes menores. Durante o dia torna-se mais cauteloso, mais silencioso, mas, mesmo assim, ataca com vigor suas presas, num estilo que se verifica inconfundível depois que o conhecemos bem.Não podemos definir o surubim como um peixe predador, pois ele não ataca indiscriminadamente, tão somente para matar. Sua predileção abrange os pequenos peixes vivos ou em pedaços frescos. Devemos estar atentos a essas preferências, que são as melhores iscas: tuviras, pirambóias, cambojas(cascudinhos), jejuns, curimbatás, piaus, sauás, traíras e minhocuçus.Outro fator que infruencia o tipo de alimento escolhido se refere às estações das chuvas ou estiagem. Nas épocas em que o rio está bem cheio e com as águas sujas, as melhores iscas são tuviras, curimbatás, sauás e minhocuçus. Já com o rio igualmente cheio, mas com águas limpas, devemos usar pirambóias, cambojas(cascudinhos), e jejuns. Já com o rio baixo, todas as iscas anteriormente citadas são muito boas.
PESCA POITADA
Usam-se geralmente duas maneriras para pescar o surubim: a poitada e a de rodada.Poite o barco junto ao camalote, tarope (aguapé), ou com o barco em cima dele, de preferência uns 15 m acima de uma boca de baía, boca de corixo ou saída d'água, que é onde geralmente circulam os pequenos peixes. Nesses pontos, podemos dar como certa a presença dos marruás, espreitando suas presas. Deve-se lançar a isca numa abertura de mais ou menos 50 graus em relação à margem e a uns cinco metros abaixo da saída d'água.Outro bom pesqueiro para poitar (ou apoitar) o barco são as pontas de praia (o final da praia), de preferência quando houver uma boa quantidade de camalotes após essa praia. Imagine o pé do banco de areia e lance a isca, porque normalmente é onde o surubim está "amuado", à espreita de suas presas, somente esperando o momento em que algumas delas saiam do raso para a parte mais funda, onde serão alvo certo.Outros bons pesqueiros a serem explorados são os poços ou as partes mais fundas do rio. Geralmente, ocorrem nas curvas em forma de cotovelo, bastante acentuadas que formam fortes redemoinhos que agitam as águas.Procure apoitar ou amarrar o barco no barranco mais próximo do redemoinho - a parte mais funda do poço. Deve-se lançar a isca nesse ponto e deixá-la descer até o fundo do rio. Para isso, a chumbada deverá ser bem pesada, com certeza passando de 200 g.Nesses pesqueiros, quando o surubim ataca a isca, puxa com muita força e sempre muito decidido. Por isso, deve-se dar um pouco de linha, acompanhando com a vara a puxada até ela apontar para a água. Nesse momento, a fisgada deve ser firme e seguida de outra, para conferir.Nunca podemos esquecer de ajustar a fricção da carretilha ou do molinete. Deve estar "no ponto" para que, no momento da fisgada, não patine, mas de forma que, no momento da briga e quando o peixe aplicar sua grande força, a fricçao possa liberar a linha para não ocasionar seu rompimento.Existem dois pontos chaves na briga com o surubim: o primeiro acontece logo após a fisgada e quando o peixe está com todas as suas energias. O segundo se verifica quando o bicho está próximo ao barco e achamos que já se entregou, cansado.Eis que ele vira a cara e parte para o fundo novamente, exigindo malícia do pescador e resistência do material. A melhor maneira para embarcar o surubim é com o auxílio do bicheiro ou do alicate pega peixe.
PESCA DE RODADA
No Pantanal, a considerada mais produtiva é a chamada pesca de rodada, isso porque se procura o peixe da seguinte maneira: solta-se o barco a favor da correnteza, de modo que o piloteiro, usando o remo ou o motor elétrico, vá controlando o barco para mantê-lo perpendicular ao curso do rio.Isso precisa ser feito de tal forma que o pescador fique sempre de costas para as águas passadas, ou para jusante.No caso, a chumbada deve ser mais leve, entre 35 g a 50 g. Solta-se a linha até sentir a isca raspando o fundo do rio. Na pesca de rodada, o surubim geralmente puxa mais manso, em etapas, porém sempre decidido.Também é comum ele pegar a isca e acompanhar a descida do barco, chegando a afrouxar a linha. Aí, deve-se enrolar a linha até esticá-la e ao sentir o peixe na linha, fisgue-o.
Abaixo iscas naturais para a pesca do Surubim:
Clique nas fotos para ampliá-las

Iscando o anzol
Tuvira: Coloque a ponta do anzol pela boca até sair na lateral, uns três centímetros após a guelra. Desse modo a isca não morre, pois é muito resistente.
Pirambóia: Passe o anzol por completo pela pele superior, entre o meio do peixe para o final. Em seguinda, volte com a ponta do anzol pela pele superior da metade do corpo para a cabeça.
Camboja: Passe o anzol pela lateral da isca rente à casca e próximo à cauda, de modo que a ponta do anzol fique totalmente livre e apontando para a cauda.
Curimbatá, jejum, piau, sauá e traíra: Tanto podem ser iscados pela boca, passando o anzol pelo queixo até sair na parte superior da boca, como também passar o anzol pelo lombo da isca próximo à cauda.
Todas essas iscas podem ser usadas em toletes.
Lembrem-se, a ponta do anzol deve estar sempre descoberta.
Equipamentos que podem ser usados nessas pescarias:
Vara de 1,80 m a 2,10 m de comprimento, ação média-rápida (média-pesada) para linhas de 17 lb a 45 lb.Carrretilha ou molinete médio com capacidade para 130 m de linha 0,60 mm.Linha 0,60 mm com resistênica para 19,5 kg que corresponde a 43 lb.Anzol Mustad 7/0 ou 8/0 com encaostador de aço com 35 cm de comprimento.Chumbada oliva de correr na linha, entre 35 g a 300 gr.










principais peixes dos rios de Minas Gerais



Peixes de importância para a pesca
Surubim


Pseudoplatystoma corruscans

O surubim pertence à família Pimelodidae e à ordem Siluriformes. Peixes desta família têm hábito noturno, embora possam ser também ativos durante o dia. O surubim tem o corpo desprovido de escamas e coberto por pele grossa; possui 3 pares de barbilhões (bigodes) e primeiro raio das nadadeiras dorsal e peitoral transformados num longo e afiado espinho. Sua cabeça é achatada dorso-ventralmente, a boca é grande e a mandíbula mais curta que a maxila. Tem o corpo arredondado com as laterais apresentando manchas negras circulares de tamanho variáveis e as nadadeiras dorsal e caudal com manchas pequenas.O surubim é piscívoro, isto é, alimenta-se principalmente de outros peixes.
É a maior espécie do São Francisco, sendo também encontrada na bacia do Paraná-Paraguai. Ele pode alcançar 3,3 m de comprimento e acima de 100kg de peso corporal. As fêmeas alcançam tamanhos bem maiores que os machos. Dentre os surubins capturados na área de Pirapora, MG, 87% das fêmeas mediram 98-161 cm (comprimento total) e 83% dos machos, 66-97 cm; machos maiores que 130 cm não foram capturados (Godinho et al., 1997).
De acordo com Godinho et al. (1997), a relação peso-comprimento, para machos e fêmeas, é expressa por: PC = 0,001734 x CT3,3 onde: PC = peso corporal e CT = comprimento total caetano
Dourado


Salminus brasiliensis
O dourado recebe este nome em razão de sua cor dourada. Ele é endêmico do rio São Francisco, isto é, ocorre apenas nesta bacia hidrográfica. O dourado da bacia do Paraná-Paraguai é outra espécie (S. maxillosus). É considerado como o peixe mais bonito dos rios brasileiros. Pertence à família Characidae e à ordem Characiformes. Tem o corpo coberto por escamas, exceto na cabeça e suas nadadeiras são constituídas de raios moles. Os dourados possuem numerosos dentes cônicos distribuídos em 2 séries no pré-maxilar e 2 no dentário. O corpo é comprimido lateralmente , as escamas são pequenas e em número de 75 a 83 na linha lateral. Tal como o surubim, o dourado é piscívoro - alimenta-se principalmente de outros peixes.
Ele pode alcançar 1,4 m de comprimento total e pesar cerca de 30 kg. Na região de Três Marias, recentemente, foi capturado um exemplar que mediu 1,06 cm e pesou 17,1 kg. Ele é o segundo maior peixe da bacia do São Francisco. As fêmeas são maiores que os machos.
caetano
Piau-verdadeiro


Leporinus obtusidens

Pertence à família Anostomidae e à ordem Characiformes. Os anostomídeos são peixes herbívoros, isto é, alimentam-se preferencialmente de vegetais. O piau-verdadeiro é o maior dos anostomídeos. Além da bacia do São Francisco, ocorre também na bacia do Prata. Tem boca pequena e dentes incisivos assimétricos (dentes de coelho; lepus = coelho) em número de 3 no pré-maxilar e 3 no dentário. O corpo é coberto de escamas e com 3 pintas, as quais, no peixe adulto estão quase apagadas ou ausentes. Existem de 40 a 42 escamas na linha lateral. O piau-verdadeiro é principalmente herbívoro-insetívoro, podendo alimentar-se também de pequenos crustáceos, moluscos, algas filamentosas e plâncton.
Ele pode alcançar até 7,5 kg de peso corporal. As fêmeas são maiores que os machos. Curimatás

caetano

zulega - Prochilodus argenteus

curimatá-pioa - Prochilodus costatus
Os curimatás pertencem à família Prochilodontidae e à ordem Characiformes e ambas (curimatá-pacu (ou Zulega) e curimatá-pioa) são endêmicas ao São Francisco. Esta família é constituída de peixes iliófagos, isto é, que se alimentam da vasa do fundo dos rios e lagos. São peixes de grande importância na pesca de rios brasileiros. Na década de 1980, 20% de todo o pescado capturado no Brasil eram de peixes desta família. Os curimatás têm lábios grossos e bastante móveis, providos de dentículos (quase imperceptíveis à vista desarmada) que servem para raspar o leito do rio.
Parte de seu estômago é modificada em forma de moela, considerada uma adaptação ao tipo de alimentação.
Ambas espécies possuem um espinho curto e grosso colocado em frente à nadadeira dorsal.
Elas podem ser diferenciadas pelo número de escamas situadas acima da linha lateral: a curimatá-pacu tem 10,5-11,5 e a curimatá-pioa, de 8 a 8,5.
Curimatá-pacu é o maior proquilodontídeo, alcançando de 15 kg de peso corporal. O curimatá-pioa é bem menor, não ultrapassando 6 kg.
A relação peso-comprimento, para ambos os sexos de curimatá-pacu, é expressa pela equação (Santos & Barbieri, 1991): PC= 0,0158 x CP3,109 onde: PC = peso corporal e CP = comprimento padrão
Plubicado em 04/06/2009Por caetano